Anna não dormiu naquela noite.
Deitada na cama estreita do pequeno quarto que alugava, ela encarava o teto como se ele pudesse lhe devolver alguma explicação. O corpo estava exausto, mas a mente seguia em um turbilhão incessante. Cada vez que fechava os olhos, a voz do médico ecoava em sua cabeça.
“Você está grávida.”
Ela se virou de lado, puxando o cobertor até o queixo, como se aquilo pudesse protegê-la da realidade.
— Não… — sussurrou no escuro. — Isso não faz sentido.
Levantou-se de repente