A Mansão se erguia imponente contra o céu nublado de Nova York, suas janelas enormes refletindo a cidade como se fossem olhos atentos demais, capazes de perceber cada fissura sob a superfície. Por fora, tudo era perfeição — a grama cortada com precisão milimétrica, os arbustos simétricos, as luzes quentes iluminando o mármore da entrada. Mas, por dentro, a residência carregava uma tensão silenciosa, como se cada parede testemunhasse segredos que ninguém ousava confessar.
Chiara Davis caminhava pelo corredor central da casa com o telefone na mão, analisando seu reflexo em cada espelho que passava. Estava impecável: cabelos ondulados, maquiagem suave e o vestido branco que escolhera propositalmente para reforçar a imagem de “grávida angelical”. Ela sabia que a imprensa amava fotografias que transmitiam pureza — mesmo quando a realidade era o oposto.
— Você precisa entender, Karen — Chiara dizia ao telefone, com um sorriso treinado na voz. — Não posso parecer cansada. Sou a futura mãe do