A manhã na lanchonete começara como qualquer outra. O cheiro familiar de café se espalhava pelo ambiente, misturando-se ao aroma de panquecas e bacon que fumegavam na chapa metálica. Anna já estava acostumada ao movimento constante — clientes entrando com pressa, outros pedindo embalados para viagem, alguns sorrindo, outros mal levantando o olhar.
Aos poucos, ela começava a se sentir parte daquele lugar.
— Anna, pode pegar as mesas do fundo? — pediu o gerente, enquanto conferia algo no celular.
— Claro — respondeu ela, pegando o bloco de notas.
Mesmo tentando parecer animada, havia um incômodo no fundo de seu estômago desde que acordara. Um leve mal-estar que não conseguia explicar. Não era dor, nem enjoo forte… mas um desconforto persistente.
"Devo ter dormido mal," ela pensou enquanto caminhava até a terceira mesa da fileira.
Clara, sempre brincalhona, notou o ritmo mais lento de Anna.
— Ei, você está com uma cara… diferente — disse ela, inclinando-se perto. — Tá tudo bem?
Anna sorr