Mundo ficciónIniciar sesiónMartina regresa a su ciudad natal después de siete años huyendo de un corazón roto. Su ex novio, Ethan, está a punto de casarse con su hermana, y ella necesita aparecer en esa boda sin verse como la víctima que quedó atrás. Desesperada, contrata a Christian Delgado, un CEO despiadado y magnético, para que sea su acompañante por una noche. Lo que comienza como un acuerdo transaccional se convierte en algo que ninguno de los dos esperaba. En una noche de champán, besos y confesiones, Martina y Christian descubren que el deseo puede ser más peligroso que cualquier arma. Pero cuando un secreto del pasado de Christian sale a la luz —uno que involucra a la familia de Martina— ambos deberán decidir si el amor que están construyendo es lo suficientemente fuerte para sobrevivir a la verdad. Mientras Martina trabaja en su startup de diseño de moda, y Christian lucha con los demonios que creía haber enterrado, un bebé abandonado aparece en su puerta. Los lazos que los unen se hacen más complicados cuando descubren que este pequeño es la clave para desatar todos los secretos guardados. Una historia de segundas oportunidades, pasiones intensas, y la pregunta eterna: ¿Puede alguien cambiar lo suficiente para merecer el amor?
Leer másEncarei a palavra divórcio no papel sem conseguir compreender o que estava acontecendo e, pior ainda, por que era a minha irmã quem me entregava aquele documento
— Eu sei que é muito para absorver — minha irmã falou diante do meu silêncio.
— Isso é uma brincadeira? — perguntei com a voz rouca.
Karen me encarou com um olhar de pena, um olhar que eu conhecia bem. Ela sempre usava quando me achava ingênua demais, otimista demais ou demorava para compreender as coisas.
— Não, Bela, não é uma brincadeira. Eu e o Carlos nos apaixonamos. Aconteceu. E não é justo com você. Por isso ele está pedindo o divórcio. Nós pretendemos nos casar — disse com calma, quase com indiferença, como se casar com o meu marido fosse o mesmo que trocar de roupa.
— Eu quero falar com o Carlos — falei, me levantando e pegando o celular, sentindo as minhas mãos tremendo. — Isso só pode ser algum tipo de brincadeira.
— Para quê, Bela? Só vai trazer mais sofrimento — ela continuou, com aquela voz sonsa que sempre me irritou.
— É Isabella! Você ouviu? ISABELLA!
— Não precisa gritar. Estou tentando ajudar. Ele está sofrendo muito com isso, mas não controlamos o coração e não queremos enganar você.
— Ajudar? Você está na minha casa dizendo que meu marido quer o divórcio para se casar com você, a minha irmã. E acha que está me ajudando?
— Estou tentando facilitar, não precisa ser doloroso e dificil...
— Desde quando? Desde quando isso vem acontecendo?
— É recente, eu queria contar desde o início, mas você estava em um momento fragil. Você é a minha irmã, minha única família e essa é uma situação muito dificil.
Karen falou com os olhos marejados, eu não tinha ideia de como ela podia ser tão cinica e manipuladora.
Carlos não atendia o telefone, mas ele não escaparia assim tão fácil. Karen estava na minha sala com o pedido de divórcio na mão. Era muito desaforo. Deixei-a falando sozinha, peguei minha bolsa e saí. Éramos casados havia cinco anos, ele não podia fazer uma coisa dessas assim, sem olhar na minha cara, um casamento não pode ser jogado no lixo dessa forma, por causa de um caso com uma vagabunda qualquer, e era exatamento isso que a minha irmã era, eu sabia há muito tempo.
O escritório era perto de casa, e consegui chegar dirigindo sem causar um acidente. Mas, quando desci do carro, o segurança barrou a minha entrada.
— Desculpe, senhora Isabella, mas o doutor Carlos disse que eu não podia permitir que subisse.
— Como é? Eu sou a dona da empresa! Quem ele pensa que é para me impedir de subir? — gritei, sentindo minha paciência se transformar em pura lava.
— Desculpe, mas são ordens.
— Ordens de quem? Ele vai falar comigo sim. Carlos! Seu desgraçado! Desça aqui para me encarar como homem! Você quer me trocar pela minha irmã? Troque, mas vai fazer isso olhando na minha cara! — gritei em plenos pulmões, sob o olhar atônito do segurança que ainda me impedia a entrada.
— Isabella, o que você pensa que está fazendo? Acha que isso vai resolver alguma coisa? — Karen tinha me seguido.
— Karen, não fala comigo ou eu quebro a sua cara! — avancei para ela.
— Você não pode fazer isso. Estou grávida — falou assustada, colocando a mão sobre a barriga ainda lisa.
Encarei minha irmã em choque. Senti o mundo rodar. Aquilo não podia estar acontecendo. Eu tentava engravidar há anos, de repente, minha irmã estava grávida e dizendo que iria se casar com meu marido, o homem que eu amava e jurava que me amava de volta.
Karen aproveitou meu momento de paralisia e passou correndo pelo segurança. Carlos não desceu, embora eu tivesse certeza de que ouvira meus gritos.
— Vai para casa Isabela, é melhor para você se acalmar — Karen falou com um sorriso no rosto, então se virou e entrou no elevador.
Eu queria continuar gritando, mas a notícia da gravidez me desestabilizou. Perdi o rumo, liguei mais uma vez para Carlos, mas o telefone nem chamava.
Voltei para dentro do carro. Precisava ir para casa, colocar a cabeça em ordem, entender o que estava acontecendo. Mas imagens da minha irmã dizendo que estava grávida, colocando as mãos na barrida, me dando a papelado do divórcio me rondavam.
Dirigi de volta para casa tentando organizar os pensamentos e entender como tudo tinha chegado àquele ponto. Mas, ao parar diante do portão automático, ele não se abriu. E fui informada que estava proibida de entrar.
— A casa é minha! Ele não pode me impedir de entrar na minha casa! — gritei para a portaria.
Mas aparentemente podia. A polícia chegou e ameaçou me retirar à força. Sem saber para onde ir, só com a roupa do corpo, fui para a casa da minha tia, a única parente que me restava.
— Isabella! Eu estava até ligando para você! — disse minha prima assim que me viu estacionar na calçada.
Eu não sabia como contar o que tinha acontecido, mas não precisei. Camila já sabia. Todas as minhas coisas tinham sido mandadas para a casa da minha tia.
Na sala havia caixas com as minhas roupas e alguns pertences jogados de qualquer jeito. Minha tia, com a mão no coração, me pedia calma. Eu tinha sido despejada da minha própria casa.
Foi ali, olhando para aquelas caixas, que finalmente chorei. Tudo parecia surreal demais, mas a visão das minhas coisas amontoadas me atingiu direto no coração, a lembrança de Karen dizendo que estava grávida, que estava apaixonada por Carlos, era demais.
Chorei de humilhação, por ter sido enganada pelo homem que jurei amar, que eu acreditava ser o amor da minha vida e que pensei que também me amava.
Minha prima me abraçou, tentando me consolar, mas eu me afogava nas minhas lágrimas, imune a qualquer consolo.
— Toma uma água - Ela disse me entregando o copo.
Camila me ajudou a beber porque minhas mãos não paravam de tremer. Aos poucos, fui me acalmando, até me sentir sonolenta e perder a consciência me afastando por um tempo da dor.
El olor a antiséptico y café quemado siempre le había provocado náuseas a Martina, pero esa noche se sentía como el aroma de su propia derrota. Las luces fluorescentes del pasillo del hospital parpadeaban con un zumbido eléctrico que le taladraba los oídos, mientras ella observaba sus propias manos, aún manchadas con la sangre seca de Christian.—Familiares de Christian Delgado —anunció una enfermera de rostro impasible.Martina se puso de pie de un salto, ignorando el dolor en sus rodillas magulladas por la caída en el asfalto. Antes de que pudiera dar un paso, una figura elegante y gélida se interpuso en su camino. Era Rosa Delgado.La madre de Christian no lloraba. Su columna estaba tan recta que parecía a punto de quebrarse, y sus ojos, del mismo gris tormentoso que los de su hijo, diseccionaron a Martina sin piedad.—Él está estable —dijo Rosa, aunque su voz flaqueó por un milisegundo—. La bala no tocó ninguna arteria principal. El detective Morrison está afuera esperando para to
La lluvia golpeaba contra el parabrisas con fuerza. Christian estaba inconsciente en el asiento del conductor, había sangre en su cabello oscuro, su rostro estaba tan inerte que por un momento horroroso Martina creyó que lo había perdido. El coche estaba inclinado dentro de la zanja, el motor estaba en silencio, el mundo exterior se había convertido en un lienzo de agua y oscuridad.Ella sacudió su hombro.—Christian. Christian, por favor, despierta.Nada.La puerta del coche se abrió sin esfuerzo, con el hierro retorciéndose como protesta. Martina salió tambaleándose a la lluvia fría, buscando algo, cualquier cosa que pudiera ayudar. Su teléfono. Necesitaba su teléfono. Las sirenas. Alguien.Fue entonces cuando lo vio.Una silueta atravesando la cortina de lluvia, caminando con una calma que era aterradora. Martina conocía esa forma de moverse. Conocía esa sonrisa depredadora que se dibujaba en la oscuridad.Ethan.Y en su mano, la revelación que hizo que su corazón se detuviera: un
La lluvia golpeaba contra las ventanas del apartamento como si quisiera derribarlas. Martina estaba de pie bajo la ducha, permitiendo que el agua caliente cayera sobre su piel, intentando lavar la realidad que acababa de suceder.Tres denuncias.Coerción emocional y sexual.Las palabras giraban en su mente como una pesadilla que no podía abandonar. Ella cerró los ojos, recordando cómo Christian había tomado el control durante la llamada, cómo su voz se había vuelto cortante.La pregunta no era quién era realmente. Lo había visto en ese momento: un depredador empresarial dispuesto a destruir a cualquiera que se interpusiera en su camino.¿Inclusoaella?—¿Martina? —la voz de Christian atravesó la puerta del baño—. Llevas treinta minutos ahí.Ella abrió los ojos, viendo cómo el vapor se condensaba
El amanecer se colaba por las cortinas de la habitación de Martina, tiñendo todo de un dorado que mentía sobre la paz. Ella despertó con los dedos de Christian enredados en su cabelloysu pecho contra su espalda, como si sus cuerpos hubieran encontrado finalmente la forma correcta de encajar.Pero no había paz.La vibración de su teléfono fue el recordatorio que no necesitaba: el mundo seguía girando, los secretos seguían siendo secretos, y la verdad seguía siendo tan punzante como una espina metida en el costado.Martina se movió lentamente, con cuidado de no despertar a Christian. Necesitaba aire. Necesitaba pensar sin sentir su respiración en su cuello, sin la tentación de su cuerpo tan cerca del suyo.Cuando entró a la cocina, encontró a Lucía sentada en la barra, con una taza de café y una expresión que decía
Último capítulo