Maxim Sokolov
A manhã amanheceu fria e cinzenta, como se o céu da Rússia estivesse refletindo o humor de Maxim Sokolov. Ele estava parado diante da enorme janela de seu escritório, os olhos cravados no horizonte nebuloso, mas a mente completamente ausente.
— Nada? — perguntou, a voz grave e baixa.
Nikolai entrou na sala com passos firmes e discretos. O braço ainda enfaixado do ferimento recente não diminuía sua eficiência, mas seu olhar cansado indicava que a noite fora longa.
— Nada — confir