Amélia
O sol do fim da tarde invadia o pequeno quarto de Amélia através das frestas da janela. As paredes do reformatório continuavam as mesmas: cinzentas, frias, silenciosas — como se o tempo não passasse ali dentro. Mas dentro dela, tudo mudara.
Ela não era mais aquela garota assustada, sem família, desesperada para achar seu lugar no mundo.
Embora ela se sentisse forte ,a falta de Maxin lhe consumia.
Estava sentada na cama, os joelhos abraçados, encarando o celular em silêncio quando