Amélia
O motor do helicóptero rugia acima das nuvens, abafando qualquer outro som. O interior era escuro, frio, sufocante. Amélia estava amarrada com tiras reforçadas nos punhos e tornozelos, as correntes presas diretamente à fuselagem. Cada movimento causava dor. O estômago revirava com os solavancos. Ela não sabia para onde estavam indo, mas o que mais a atormentava era a presença constante de Sergei.
Ele estava à frente, sentado confortavelmente, vestindo preto dos pés à cabeça, as luvas de