Amélia
Os dias se arrastavam como uma sentença interminável. No quarto luxuoso onde Amélia era mantida prisioneira, a decoração não mudava, mas algo dentro dela havia começado a transformar-se.
A barriga já se pronunciava sob a camisola leve que era obrigada a usar. O bebê crescia, e com ele crescia também a saudade, a angústia, o medo — mas, principalmente, a esperança. Ela acreditava em Maxim. Sabia que ele não desistiria dela. Ele era um homem de palavra. Um homem de guerra. Um homem que a a