Laís
O quarto de hospital era silencioso demais para um lugar onde a vida tinha lutado com unhas e dentes para continuar. A luz fraca refletia no branco gélido das paredes, e o som do monitor cardíaco era a única trilha sonora.
Laís estava deitada na cama, o corpo dolorido, envolto em faixas e curativos. O braço esquerdo ainda imobilizado, o lado direito do rosto com um corte que começava acima da sobrancelha e terminava perto da orelha. Mas o que mais doía não era visível aos olhos.
Era o med