Amélia
A porta do alojamento rangeu devagar quando Amélia a empurrou, com passos leves e olhos cansados. O lugar estava silencioso, iluminado apenas pela luz fria da manhã que atravessava as janelas. O lençol jogado no sofá e a caneca vazia no balcão indicavam que Laís ainda não tinha saído.
Assim que entrou, ouviu um pigarro forçado atrás de si.
Amélia se virou lentamente tentando não ri do jeito Laís estava, esperando como se fosse sua mãe.
— Vai me explicar ou quer que eu finja que você n