O Parque Ibirapuera em uma tarde de sexta-feira era um quadro vivo da normalidade. Casais passeavam de mãos dadas, crianças corriam atrás de pombos, e o som de bicicletas e risadas se misturava à brisa suave que vinha do lago. Para Gabriel, aquela normalidade era a camuflagem perfeita para a guerra. Cada sorriso, cada corredor, cada vendedor de água de coco era uma distração potencial, um elemento a ser observado e descartado.
Ele chegou ao parque uma hora antes do encontro, vestido como um tur