O apartamento que Cássio Bastos lhes ofereceu não era um refúgio; era uma declaração de poder. Situado no último andar de um arranha-céu nos Jardins, era um oásis de minimalismo e tecnologia, com paredes de vidro que ofereciam uma vista de 360 graus de São Paulo. A cidade se estendia abaixo deles, um tapete de luzes e concreto.
Para Lara e Marina, que haviam passado os últimos dias em buracos sujos e quartos de motel baratos, a transição foi vertiginosa. A opulência do lugar — o mármore frio, o