Há homens que pedem desculpas por existir.
E há homens que aprendem a ocupar o lugar certo — sem pisar em ninguém.
Guilherme estava virando esse segundo tipo.
Depois daquela noite entre nós, ele mudou de um jeito silencioso.
Não falava em “talvez”.
Não andava mais curvado por culpa.
Aproveitava o café da manhã com as crianças, ligava da empresa para saber do dever, ajudava Pedro a aprender a amarrar o tênis, ouvia Sofia sem interromper.
E — pela primeira vez — ele me incluía nas decisões, não a