A vida, às vezes, muda não com explosões — mas com pequenos gestos repetidos.
Foi assim que aconteceu.
Primeiro, Guilherme começou a me esperar na mesa do café, todos os dias.
Depois, passou a ligar quando ia demorar.
Mais tarde, passou a me contar coisas que antes guardava só para si.
Até que, numa noite simples, ele disse:
— Fica aqui.
Eu entendi.
Não era convite apressado. Era abrigo.
As crianças já estavam dormindo.
Eu hesitei por um segundo — não por medo… mas pelo peso da decisão.
— Você