Há momentos que não gritam.
Eles sussurram — mas mudam tudo.
Depois da história da “gravidez”, a casa ficou em um estado estranho: não era caos, mas expectativa. Como se todo mundo esperasse um trovão que não vinha.
Eu tentava me manter focada nas crianças, na rotina, no cuidado.
Mas Guilherme… estava diferente.
Mais presente.
Mais atento aos próprios silêncios.
E, ao mesmo tempo, perigosamente próximo.
Numa noite de quarta, Pedro dormiu rápido.
Sofia demorou mais — pesadelos curtos, respiração