Guilherme atravessou a sala como um homem em queda.
Passou por Dona Mirtes rápido demais, o ombro quase a atingindo, como se o corpo tivesse decidido ir antes da cabeça.
— Menino! — ela chamou, assustada.
Ele não respondeu.
Desceu os degraus do jardim de dois em dois, o envelope amassado na mão, o peito queimando como se tivesse engolido fogo.
Seu Sebastião, que aparava umas folhas perto da roseira, ergueu o rosto ao vê-lo daquele jeito.
— Guilherme… tenha calma, meu filho — disse, largando a t