Quando até a vitória cobra sangue.
LEONARDO CASSANI
A madrugada em Paris tem um silêncio que parece vidro prestes a rachar. Do alto da Cassani Security, o Sena é apenas uma lâmina negra refletindo luzes esparsas. Leonardo apoia as mãos sobre a mesa de conferências; as telas ao redor piscam com mapas, contas bloqueadas, nomes riscados. A guerra que ele começou estava organizada como um xadrez — mas agora, sente no peito que Vittório Bianchi acaba de mover uma peça fora do padrão.
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