Onde o frio encontra calor
Laura terminou o último gole de café quando Navarro se levantou e perguntou, com aquele sorriso que parecia esconder segredos:
— Quer conhecer meus amigos?
Ela arqueou a sobrancelha, surpresa. — Tem casas aqui perto?
Ele riu baixo, sacudindo a cabeça. — Hum… esses amigos eu não sei se quero apresentar a você. — Aproximou-se, tocando levemente o queixo dela. — Falo dos meus cavalos.
Laura sorriu, aliviada e animada. — Ah, esses eu estou pronta para conhecer.
— Não vai sentir frio? — ele perguntou, já pegando o casaco dele pendurado na cadeira.
Ela levantou-se, calçou os tênis e respondeu com um brilho maroto nos olhos: — Se eu sentir, você me aquece.
Ele a olhou sério por um instante, antes de sorrir de volta. — Isso eu posso garantir.
Poucos minutos depois estavam atravessando o campo. O ar gelado da manhã queimava as bochechas de Laura, mas a visão diante dela a fazia esquecer qualquer desconforto. O pasto verde se estendia até perder de vista, cercado pela