Transparência que fere.
LEONARDO CASSANI
Duas semanas depois daquilo que o mercado vai chamar, lá fora, de “a noite que incendiou a casa”, mandei chamar o comitê executivo. Queria tempo suficiente para que a poeira do choque assentasse, mas também queria que a ânsia começasse a corroer. Não queria demonstração virulenta; queria burocracia afiada como lâmina. A lei é o único instrumento que humilha o covarde e fere o traidor sem sujar as mãos.
A sala de vidro fica no centro do último andar: par