Quando a verdade precisa de disfarce.
LEONARDO CASSANI
Eu pedi que a recepção a conduzisse até a minha sala sem aviso.
Não por gentileza — por estudo. Queria ver a expressão dela quando entrasse.
E quando Isabella Conti Ferraz cruzou a porta, foi exatamente o que imaginei: um desfile de perfume, salto e veneno.
Ela sempre soube entrar nos lugares como quem acha que o mundo lhe deve algo.
Parou diante da mesa, o queixo erguido, as unhas afiadas demais para uma conversa cordial.
O mesmo ar de su