QUE COMECE A GUERRA.

Quando a frieza vira arma

LEONARDO CASSANI

No dia seguinte as oito eu cheguei na Cassani’s.

Entrei na sala executiva, fechei a porta atrás de mim e a sensação de estar me blindando contra tudo que poderia me pegar desprevenido. Norman me entregara, dias antes, um pen-drive tirado às pressas de Mônaco — precaução dela. Guardei no cofre; era mais a paz dela do que necessidade minha, mas deixei aquela redundância ali, marcada em vermelho.

Acendi uma das telas e puxei o arquivo das últimas reuniões — câmeras internas, áudios de conferências, gravações de entrada de funcionários. Fiquei ali, braços cruzados, imóvel, assistindo cada detalhe como quem lê um mapa de minas. Não era raiva — era cálculo. A raiva eu guardava para a hora de disparar.

As imagens passavam em silêncio. Vi o rosto do príncipe no jantar, vi contratos com cláusulas que eu já conhecia, vi o homem que aparecia nas planilhas financeiras como “Il Cassiere” — o tipo de coisa que mata reputações e pessoas. Marquei pontos,
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