Quando a ausência grita mais alto que palavras
LEONARDO CASSANI
Acordei sozinho. O sol batia pelas frestas da cortina pesada, cortando a suíte presidencial em linhas douradas. Virei para o lado, esperando encontrar Norman aninhada nos lençóis, mas o espaço estava vazio, frio, como se ela tivesse saído há muito tempo.
Sentei-me nu na beira da cama, o corpo pesado, mas a mente já em alerta. Olhei para o relógio sobre a mesa: sete horas da manhã. Estranhei. Ela nunca me deixava sem avisar. Peguei