Quando fugir não é o bastante
Norman Paixão Cassani
Eu não consegui dormir. O corpo de Leo estava quente ao meu lado, a respiração dele tranquila, mas dentro de mim não havia paz. Havia apenas uma dor no peito que parecia me sufocar, como se cada batida fosse um lembrete cruel: eu não pertencia àquele mundo.
Fiquei olhando para ele por longos minutos. O rosto sereno, cansado. Ele tinha carregado o peso de todos — o pai, o irmão, os contratos, as mortes. Agora, finalmente descansava. E eu? Eu se