Quando o poder sangra pelo cheiro
VITTÓRIO BIANCHI
A porta bateu atrás dela como um tiro abafado. O silêncio que ficou me engasgava mais do que o cheiro que aquela vadia deixou no ar. Esperma. Suor. O recado dele.
Passei a mão pelo rosto, depois pelo anel dos Bianchi — as serpentes entrelaçadas em torno da adaga. Símbolo de poder, de controle, de sangue. Mas, pela primeira vez em muito tempo, o símbolo me pareceu sujo. Profanado.
Amaro Cassani.
O velho bastardo não só sobreviveu ao tiro que man