Quando a máscara cai e o coração se expõe
Leonardo Cassani
Porra.
Eu a queria. Eu a desejava como nunca desejei nada na vida. O cheiro dela, o calor dela, a forma como os olhos azuis queimavam quando se irritava comigo… era tortura e vício ao mesmo tempo.
— Porra! Eu quero você, Norman. — explodi, a voz mais rouca do que queria admitir. — Seja minha.
Ela recuou um passo. Os olhos dela marejaram, o peito arfando. A cada respiração parecia que algo se quebrava dentro dela.
— Desculpe, Lorenzo… —