Quando proteger se mistura com possuir
LEONARDO CASSANI
O silêncio dentro da limusine era sufocante. Eu olhava pela janela, mas não via nada além do reflexo do meu próprio rosto — tenso, marcado, as veias do pescoço latejando como se estivessem prestes a explodir.
Norman estava ao meu lado, as mãos pequenas apertando uma à outra no colo. Ela não disse uma palavra. Não precisava. Eu sentia o peso da pergunta dela queimando o ar entre nós.
“Por que me chamou de noiva?”
Fechei os punhos. O motor