Quando a ambição vira vício de sangue
ISABELLA CONTI FERRAZ
Entrei na mansão Cassani sem ser convidada. O portão de ferro se abriu apenas porque ainda sabiam quem eu era — pelo menos no papel. O corredor longo, as paredes cobertas por quadros de antepassados e aquele maldito brasão me sufocavam.
Na sala de jantar, Amaro Cassani estava sentado sozinho, degustando lentamente um prato de massa e um vinho tinto. O ar cheirava a poder, mas também a desprezo.
— Senhor Amaro… precisamos conversar. —