Quando o contrato vira confissão de desejo
LEONARDO CASSANI
O vinho escorreu pela taça caída no chão, formando uma mancha vermelha no tapete persa. Eu não dei a mínima. O que importava estava nos meus braços, quente, ofegante, se rendendo a mim como nunca antes.
Pressionei Norman contra a parede da suíte presidencial, a boca colada na dela. Beijei como se fosse a última vez, como se tudo que eu tinha — bilhões, poder, contratos — não valesse nada diante daquela mulher.
Ela gemeu baixinho quand