O sol mal tinha vencido a neblina quando desci. Antônio ainda terminava de arrumar as coisas no quarto, e eu me ofereci para pegar o carro. Queria respirar um pouco de ar fresco, e — talvez — tentar afastar a sensação sufocante que a noite anterior deixara.
O estacionamento estava quase vazio. O som distante do trânsito contrastava com o silêncio dos corredores.
Quando cheguei perto do carro, notei algo preso sob o limpador do para-brisa. Um pequeno pedaço de papel, dobrado com cuidado.
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