Ele ainda está nos meus braços.
Pequeno, quente, tremendo.
O coração dele bate forte contra o meu peito. Rápido, descompassado. Quase como o meu.
— Papai… — ele repete de novo, como se quisesse ter certeza. Como se estivesse testando a palavra na boca.
— É… sou eu, filho — murmuro, com a voz embargada, as mãos passando devagar pelas costas dele, como se eu pudesse decorar cada curva do seu corpinho. — Eu voltei. Eu tô aqui.
Rigel se afasta só o suficiente pra me olhar nos olhos. Os olhos dele