Samuel confere tranca por tranca antes de me deixar sozinha no quarto. Disse que ia ligar para o tenente agora mesmo. Falei que o chamaria se o telefone tocasse novamente. Mas não chamei.
Entro no banheiro, jogo água no rosto. Olho no espelho e nem me reconheço. Minhas mãos estão tremendo e eu nem percebi.
Volto para a sala. Me sento na beira do sofá e encaro o celular na mesinha de centro. Um segundo. Dois. Três. Como se eu estivesse esperando por ele.
O medo vira um bicho quieto, encolhido n