Já passava das dezoito horas. O relógio da parede fazia tic-tac como uma maldição metronômica.
12 horas e 47 minutos. Esse era o tempo exato desde que Clara havia desaparecido. E Léo?
Léo não chorava.
Não porque fosse fácil. Era como engolir cacos de vidro com a garganta fechada. Mas homens como Léo Vellamo não se davam ao luxo do desespero visível. Eles viravam tempestade por dentro — e furacão por fora.
O ping seco do e-mail foi como um tiro na sala silenciosa.
Remetente: Assam Vellamo
A