Era a única verdade que eu conseguia agarrar naquele momento, mas eu não sabia como lutar contra um inimigo que usava a minha própria pele como campo de batalha.
Senti novamente sua mão envolvendo a minha, o calor dos seus polegares fazendo círculos lentos na minha pele… e por um instante, o mundo externo desapareceu.
Havia apenas aquele ponto de contato, e o fio de conexão que sempre nos salvou dos abismos.
Ele se inclinou, seu rosto se aproximando do meu, e seus lábios tocaram os meus num beijo suave, mas carregado de uma promessa profunda.
— Eu te amo, Larissa. Não esquece nunca disso — ele sussurrou contra minha boca, suas palavras um bálsamo direto na ferida aberta que Sofia tinha causado.
Eu me permiti afundar naquele beijo, no sabor familiar dele, na segurança que ele representava.
Quando nos separamos, um sorriso verdadeiro, ainda que pequeno, conseguiu encontrar o caminho até meus lábios. Acreditava nele. Com cada fibra do meu ser, eu acreditava no amor dele.
— Eu também t