— Preciso… ver a Maria — consegui dizer, minha voz estrangulada. — Ela deve estar com fome.
Não olhei para trás. Caminhei em direção à casa, sentindo os olhos de todas cravados nas minhas costas, na minha silhueta sob o maiô com a saia godê manchada.
A passagem pelo hall era ampla e tinha um grande espelho decorativo. Não pude evitar.
Parei.
E olhei.
Olhei para o reflexo da mulher de cabelos desalinhados pelo vento, com a mancha branca na perna, o corpo envolto no tecido molhado que agora par