O barco cortava as ondas azul-turquesa, e o sol começava sua descida dourada no horizonte. O clima, que tinha ficado tenso após o confronto silencioso de Alessandro com Sofia, tentava voltar a um frágil normal.
As crianças estavam no convés inferior com as babás que eles decidiram contratar de última hora, exceto Maria Eduarda, que estava no meu colo, absorta em tentar comer pedacinhos de melancia que eu lhe dava.
Ela fazia uma bagunça adorável, com o suco escorrendo pelo seu queixo redondo, mas era uma distração que eu agradecia.
Alessandro estava na proa com Arthur, seus perfis sérios contra a luz do pôr do sol. Eu sabia que ele ainda estava vigilante e sua fúria apenas adormecida, não dissipada. Eu me sentia mais segura sabendo disso, mas ainda frágil, como se a canga invisível que eu carregava pudesse ser arrancada a qualquer momento.
Foi quando Sofia se aproximou.
Ela havia se recolhido à cabine depois da humilhação, mas agora voltava, com um novo drink na mão e um sorriso qu