O cheiro de café coado se misturava com o perfume doce das flores que brotavam no quintal da casa da avó. Era um tipo de paz que Luna achava que nunca mais fosse sentir. Em Minas Gerais, no interior onde o tempo caminhava mais devagar, os dias eram costurados por simplicidades: o canto dos pássaros ao amanhecer, o estalar da lenha no fogão, o som de passos leves pelas tábuas do assoalho antigo. E era dessa paz que ela precisava agora. Desse silêncio. Da cia da avó, que não perguntava. Mas que