A mansão de Caio Ventura parecia maior do que nunca.
Era engraçado — ou trágico — como o silêncio preenchia cada cômodo com mais força do que o som de vozes. Desde que Luna se foi, a casa, que ela tinha dado vida, já era novamente fria, e tornou-se uma prisão sem grades. Um castelo oco. Uma lembrança de tudo o que ele perdeu.
A escadaria central, os móveis impecáveis, os quadros modernos que nunca soube de quem eram… Nada tinha vida. Exceto as plantas que Luna cuidava antes de ir embora. Alguma