Luna passava os dedos lentamente pelas lombadas dos livros, mas sua mente estava a quilômetros dali — presa na expressão de Caio depois da visita de Marina. Não era só o incômodo que o dominava. Era algo mais. Um silêncio denso, carregado, como se as palavras não ditas fossem mais barulhentas do que qualquer verdade.
Horas haviam passado desde a visita. Eles jantaram juntos, em silêncio confortável, mas com pausas longas demais para um casal que, até ontem, ria sobre chá de gengibre e listas de