O fim de tarde tingia a biblioteca com uma luz âmbar, filtrada pelas cortinas pesadas. Luna estava sentada no chão, com as pernas cruzadas, cercada por livros abertos. Puxava volumes ao acaso, folheava trechos, rabiscava post-its que colava com cuidado. Era um dos cantos da casa que ela mais gostava de estar — ali, entre palavras antigas e histórias alheias, ela conseguia se encontrar e organizar os próprios pensamentos.
Caio a observava da poltrona próxima, o corpo inclinado levemente para fre