O envelope recebido pela manhã ainda repousava sobre a mesa, mas parecia emitir um som agudo, insuportável, como se gritasse tudo o que Caio não estava pronto para ouvir. Ele o observava como se fosse uma armadilha — e talvez fosse.
A visita do pai tinha rendido. E ele aguardava respostas.
Luna entrou na sala, ainda com o cabelo preso em um coque improvisado e um livro nas mãos. Quando viu a expressão dele, deixou tudo de lado.
— Ele voltou? — perguntou, já sabendo a resposta.
Caio assentiu dev