Mundo de ficçãoIniciar sessãoDarla cresceu cercada por medo e crueldade, vivendo sob o domínio do irmão e da cunhada, que transformaram sua vida em um tormento. Quando é brutalmente castigada, sem razão, ela decide fugir. Desesperada, anda sem rumo e acaba sendo encontrada por Radael, um fazendeiro rico, temperamental e conhecido pelo coração duro. Ao ouvir tudo o que ela sofreu, ele oferece proteção e um teto. Mas existe uma condição. Para permanecer em sua fazenda, Darla deverá pertencer a ele em segredo, atendendo aos seus desejos sempre que for chamada. Ninguém pode descobrir o acordo, porque Radael não admite que o mundo saiba da mulher que mantém escondida. Entre regras perigosas, desejo proibido e sentimentos que nenhum dos dois consegue controlar, Darla e Radael se veem presos em uma ligação intensa… capaz de destruir tudo ou salvá-los para sempre.
Ler maisEstava chovendo muito e era final do dia. Darla havia ido à cidade pagar uma conta e estava voltando a pé. Era sempre assim. Quando precisavam que alguém fosse à cidade, seu irmão e sua cunhada mandavam ela, para torturá-la, fazendo andar a pé, debaixo de sol, de chuva, com frio ou não, não importava. Ela tinha que ir e voltar e rápido, pois ela tinha hora para ir e hora para vir.
Ela foi criada pelo irmão mais velho, depois que os seus pais morreram, e ele a maltratava muito, especialmente depois que ele se casou. A esposa dele fazia Darla como empregada. Ela que tinha que cuidar da casa, lavar as roupas de todos, cozinhar, cuidar do galinheiro e fazer outras tarefas, enquanto sua cunhada não fazia nada, não cuidava nem dos próprios filhos.
Então, Darla estava vindo embora, andando, e o tempo fechou e começou a chover. Um de seus vizinhos, do sítio ao lado, passou e ofereceu carona. Como ela estava já cansada e vendo que estava atrasada, porque a lotérica demorou muito a fila, ela aceitou carona do vizinho, mas pediu para ele deixá-la um pouco afastada de sua casa.
Eles sempre moraram no sítio e se conheciam de vista, mas não tinham amizade, porque o irmão dela não permitia que ela tivesse amizade com homens. Quando ela desceu do carro, um pouco afastada, a sua cunhada viu, ela estava na vizinha conversando no sítio ao lado, e viu Darla saindo do carro de um homem e que os dois estavam sozinhos.
Ela fez questão de ligar para o marido e contar. Antes mesmo que Darla tivesse terminado de tomar banho, se aquecer e colocar as panelas no fogo, seu irmão chegou furioso do trabalho, já partiu pra cima dela lhe puxando pelo cabelo e perguntando oque que ela estava fazendo com um homem.
Começou a agredi-la dando t***s, chutes, socos e perguntando se ela tinha se relacionado com o vizinho e com quantos outros homens. Começou a questionar se ela era vir.gem, a maltratando, humilhando e ela entrou em desespero e disse que tinha feito sex.o sim e que faria de novo todas as vezes que pudesse, pois estava cansada de ser mantida como uma prisioneira, uma criança, porque ela já era uma mulher feita e precisava casar, ter a vida dela, conhecer pessoas e ter o seu próprio lar e não ficar sendo empregada deles. Seu irmão perdeu a cabeça e a trancou no quartinho nos fundos do quintal, no escuro e disse que ela só iria sair de lá quando ela estivesse disposta a pedir perdão e se redimir por tudo o que ela estava fazendo para eles.
Darla já estava cansada. Quase todos os dias ela apanhava ou levava xin.gos e na maioria das vezes sem motivo aparente. Então ela passou horas por noite adentro tentando abrir uma janela que estava trancada com pregos e madeira. Conseguiu abrir, pulou a janela do quartinho e fugiu, apenas com a roupa do corpo e mais nada. Ela saiu correndo pela estrada e andou o máximo que pôde.
Quando estava quase amanhecendo, ela se machucou, pisou num caco de vidro no meio do mato e machucou o pé. Então, exausta, ela resolveu parar para descansar um pouco e dormiu, escondida embaixo de um trator, perto de uma colheitadeira. No dia seguinte, quando amanheceu, ela não fazia nem ideia de onde estava. Ainda estava dormindo quando foi acordada com uma voz grave perguntando:
— Quem é você? O que pensa que está fazendo na minha fazenda? Ficou louca? Eu quero você fora das minhas terras agora!
Darla estava assistindo, havia acabado de tomar banho.Quando Radessa bateu na porta e já foi abrindo, falou parada na porta:— Oi.E ficou olhando para a cara dela, esperando algo, reparando, tentando entender se ela estaria triste, chorando ou se iria recebê-la com raiva.Darla respondeu, surpresa por vê-la, mas séria, cética:— Oi. Seu pai não tá.Radessa sorriu sutilmente e falou entrando:— Posso entrar?— Eu sei que meu pai não tá, eu vim falar com você.Sentou na poltrona ao lado da cama.Darla respondeu sem entender:— O que você quer comigo agora?— Eu só tô aqui por falta de opção, coloca isso na sua cabeça antes que você venha me acusar de ser saffada e fazer sei lá o quê com o seu paizinho.Radessa sorriu sutilmente e respondeu:— Ai, calma.— Me diz uma coisa... você sabe dançar forró? Piseiro? Sabe?Darla olhou sem entender e d
Marluce disse que já suspeitava.Então ele perguntou cético:— Sério? Ô Marluce, ela tomou o boldo. Você acha que ela fez isso de propósito?— É que eu tinha falado com ela que eu não queria que ela ficasse grávida de jeito nenhum, mas você sabe como é, né? A gente não se cuidou direito.— Não sei... eu acho que ela ficou com medo e daí tomou essa porcaria, fez uma besteira dessas.Marluce percebeu que ele estava arrasado, se sentindo culpado, e respondeu pensativa:— Eu não acho que a Darla ia fazer uma coisa dessas.— Ela é muito boa, muito certinha.— E a Radessa falou que ela pediu pra ela pegar o boldo lá na horta, porque não podia sair daqui de dentro de casa.— Se ela quisesse fazer uma coisa errada dessas, ia fazer escondida, sem ninguém ver, sozinha.— Ela não ia pedir pra Radessa pegar e nem ia fazer chá e tomar na frente dela aqui.— Ela não sabia, coitada. Fez sem querer.
Ela começou a chorar triste.Falou olhando para ele, decepcionada.— Eu não sei o que você quer de mim.— Desde que eu cheguei, aquela noite que eu vim aqui no seu quarto, sem seu consentimento, pra tentar alguma coisa, e já te falei.— Eu ia fazer o que você quisesse.— Mas eu não sei o que mais você quer.— Eu não aguento mais tentar. Nem pensar.— Só não aguento mais.— Você pode, por favor, me deixar em paz?— Eu logo vou embora daqui.— Não quero mais seu dinheiro. Nem nenhum acordo.— Eu não quero nada.— E eu nem acredito no que você fala, pra ser bem sincera.— Eu acho que você fala as coisas da boca pra fora pra me manipular.— Porque é isso que homens fazem, principalmente com idio.tas como eu.— Você ficou várias vezes com essa menina e eu aqui, te esperando, cheia de expectativas.— Achando que ia ganhar uma aliança.— O
Ele entrou no quarto, foi para o banheiro, foi escovar os dentes, se preparar para dormir e respondeu, começando a ficar irritado.— Ué, você não disse que não queria conversar? Então o que você está fazendo aqui atrás de mim, gritando comigo?— Eu não aceito que mulher grite comigo não, Darla.— Você sabe que aconteceu muita coisa e que, do mesmo jeito que eu errei, você também errou.Se virou para ela, de dentro do banheiro, enquanto ela estava parada na porta, olhando.Ela começou a rir com deboche e disse:— É simples assim?— E o que você perdeu nisso? Me diga.— Você teve algum problema no seu corpo, na sua vida, na sua casa?— O que você perdeu? Em?— Você não perdeu nada.— E eu cheguei aqui com nada e agora eu estou com menos ainda.— Você não entende, você nunca me entende.— Nem perguntou como eu estou me sentindo.Ele suspirou, se sentindo fulo da
Último capítulo