LAURA
A casa estava em ruínas.
Não no concreto — as paredes ainda estavam de pé, os móveis ainda existiam. Mas havia algo quebrado no ar, algo que nenhuma reconstrução seria capaz de consertar. O tipo de silêncio que permanece mesmo depois que os gritos cessam.
Laura caminhava sozinha pelos corredores da mansão Santorini com passos leves, mas firmes. As janelas estavam abertas e deixavam entrar o sol da manhã. Mas em seus olhos havia sombras.
Cada passo era uma lembrança.
Ali, onde um soldado c