Era um fim de tarde dourado, daqueles em que o tempo parece respirar devagar. A casa estava silenciosa, exceto pelo som suave de folhas sendo varridas pelo vento lá fora. Evelyn, descalça, caminhava pelo corredor com uma caneca de chá entre as mãos. Ainda sentia o corpo aquecido pelas palavras que escrevera naquela manhã — talvez um dos trechos mais vulneráveis do livro até agora.
Lucas estava na varanda dos fundos, encostado no batente da porta, olhando o horizonte como quem conversa com o tem