Naquela noite, Evelyn fechou o caderno com um suspiro longo e satisfeito. A mesa da sala ainda estava bagunçada com papéis soltos, anotações, canecas meio vazias de café e o laptop aberto, com a tela iluminando o ambiente em um tom suave.
Lucas, sentado no sofá com um livro no colo, a observava em silêncio há alguns minutos. Havia aprendido a reconhecer quando Evelyn mergulhava em sua escrita — e também quando voltava à superfície. Era quase como vê-la renascer, em pequenos ciclos, a cada dia.