A semana começou em silêncio, mas não no tipo que incomoda. Era um silêncio confortável, como um cobertor morno em manhãs frias. Evelyn e Lucas haviam, sem perceber, encontrado um ritmo próprio, como dois músicos tocando uma mesma melodia com instrumentos diferentes — às vezes desafinavam, às vezes se perdiam na partitura, mas sempre voltavam à harmonia.
Evelyn passou a ocupar a mesa da varanda com frequência. Ali, escrevia sem pressa, com a vista para as árvores que dançavam ao sabor do vento.