A chuva começou no fim da tarde, fina e constante, deixando o ar com aquele cheiro inconfundível de terra molhada e início de algo novo. Evelyn estava na cozinha quando escutou os primeiros pingos tamborilando no telhado. Sorriu, sentindo uma nostalgia quase infantil. Sempre gostara de chuva. Daquela que convida a desacelerar, a sentar perto da janela e ouvir o mundo se aquietar.
Lucas apareceu pouco depois, tirando os sapatos molhados na porta, os cabelos encharcados e um sorriso preguiçoso no