A manhã seguinte trouxe um céu nublado, como se o tempo acompanhasse o peso no peito de Evelyn. Ela despertou antes mesmo do alarme tocar, os olhos fixos no teto, sentindo o calor sutil do corpo de Lucas ao seu lado. Eles haviam adormecido juntos, sem promessas, sem certezas. Apenas um silêncio compartilhado que, pela primeira vez em muito tempo, não doía.
Deslizou para fora da cama com cuidado, tentando não acordá-lo. Caminhou até a cozinha, onde a luz suave da manhã filtrava-se pelas janelas.