Por um instante, Kaito sentiu o ar desaparecer do próprio peito. Ele precisava responder — rápido, antes que ela estranhasse demais.
— Marina… — Ele tentou manter a voz estável, mas ela saiu mais baixa do que pretendia. — Se for urgente… eles vão ligar de novo. E você… você merece jantar tranquila hoje. Só isso.
Não era uma boa justificativa.
Ele sabia.
Ela sabia.
Marina franziu levemente a sobrancelha.
Ele nunca reagira assim antes.
Nunca evitou um assunto.
Nunca pediu para ela deixar de atender um telefonema.
Nunca mostrou esse tipo de… tensão quase nervosa.
Algo estava errado — claramente — e o fato de ser ele, sempre tão centrado, tão firme, tão cuidadoso com as palavras… só tornava tudo ainda mais evidente.
Por um segundo, Marina abriu a boca, pronta para perguntar:
“Kaito-san… o que está acontecendo?”
Mas ela fechou de novo.
Talvez porque ele não estava olhando para ela, e sim para o próprio prato, como se precisasse de alguns segundos para controlar a expressão. Ou talvez porqu