Embora cada parte de Kaito gritasse para ficar, ele sabia que precisava ir. O relógio parecia cruel naquela quietude recém-conquistada, lembrando-o de que o mundo lá fora continuava existindo — com horários, compromissos e olhares atentos demais. No dia seguinte, trabalhariam juntos como sempre, e embora já fosse habitual serem vistos lado a lado, nunca chegavam juntos. Era um limite tácito, uma proteção. E ele não queria, de forma alguma, colocá-la em uma posição desconfortável.
Marina percebeu antes mesmo que ele dissesse qualquer coisa.
O modo como ele respirou fundo, o cuidado ao se mover para fora da cama, como se cada gesto precisasse ser lento para não quebrar o que haviam compartilhado. Ela estendeu a mão quase por reflexo, os dedos fechando-se ao redor do pulso dele.
— Já…? — sua voz saiu baixa, carregada de um pedido que ela não verbalizou por completo.
Kaito voltou-se para ela imediatamente. Seus olhos suavizaram, cheios de algo quente e dolorosamente sincero. Ele se inclin