Assim como Marina, Kaito estava incrédulo com a matéria. Ele sempre soube que aquela resposta no programa abriria margem para especulações — era quase automático no meio em que vivia —, mas não imaginou que a curiosidade se transformaria tão rápido em algo concreto, invasivo, real.
Acordara antes do despertador, o corpo inquieto, como se algo o tivesse arrancado do sono. O quarto ainda estava mergulhado em penumbra, o silêncio quebrado apenas pelo som distante da cidade acordando. Havia uma pre